24/Mar/2026
O preço do boi gordo deve manter estabilidade ao longo desta semana, sustentada pela oferta restrita de bovinos terminados, mesmo em um ambiente de baixa liquidez no mercado físico. A desaceleração das vendas de carne bovina no mercado interno, característica da segunda metade do mês, limita avanços mais consistentes nas cotações. A demanda por parte de frigoríficos exportadores permanece ativa, favorecida pela continuidade das vendas externas, ainda que com cautela diante de dificuldades logísticas associadas ao cenário internacional.
Esse fator contribui para dar suporte aos preços, mesmo com menor dinamismo nas negociações domésticas. Do lado da oferta, pecuaristas que dispõem de pastagens com capacidade de suporte seguem retendo os bovinos, à espera de condições de comercialização mais favoráveis, o que restringe ainda mais a disponibilidade no curto prazo. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 347,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 322,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 335,00 por arroba a prazo; e o “boi China, a R$ 350,00 por arroba a prazo. Em outras regiões, os preços também mostram estabilidade com viés de alta pontual.
Em Goiás, o boi gordo é negociado entre R$ 320,00 e R$ 337,00 por arroba, com escalas de abate próximas de uma semana. No Rio Grande do Sul, o encurtamento das escalas de abate para cerca de cinco dias contribui para ajuste positivo nas cotações, com o boi gordo negociado a R$ 11,80 por Kg. Em São Paulo, no atacado, os preços da carne bovina apresentam estabilidade, com a carcaça casada do boi gordo cotada a R$ 24,30 por Kg, enquanto a da vaca é comercializada a R$ 22,01 por Kg. O cenário indica equilíbrio entre oferta restrita e demanda moderada, com sustentação das cotações no curto prazo e expectativa de manutenção da estabilidade, condicionada à evolução do consumo interno e do fluxo das exportações.