23/Mar/2026
A lentidão nos negócios do mercado físico do boi gordo mantém os preços estáveis, diante da oferta restrita. A boa evolução das exportações de carne bovina e o preço favorável contribuem para o suporte dos valores, mesmo em meio a problemas logísticos. Em outras regiões do País, fora São Paulo, a liquidez vem aumentando, com maior ritmo de negócios. Em São Paulo, a oferta segue limitada, com pecuaristas indicando preços mais altos e frigoríficos ajustando os valores conforme a necessidade de preenchimento de escalas. No Estado, o boi gordo permanece cotado a R$ 347,00 por arroba a prazo; a vaca gorda; a R$ 322,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 335,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 350,00 por arroba.
Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado entre R$ 325,00 e R$ 328,00 por arroba a prazo; em Mato Grosso do Sul, entre R$ 335,00 e R$ 337,00 por arroba a prazo; em Mato Grosso, a R$ 334,00 por arroba a prazo; no Pará, entre R$ 323,00 e R$ 332,00 por arroba a prazo; em Rondônia, a R$ 308,00 por arroba a prazo; e na Bahia, a R$ 322,00 por arroba a prazo. No curto prazo, embora a indústria pressione os preços sem sucesso expressivo, o viés de baixa não está descartado, mas não se espera espaço para quedas bruscas no mercado físico. O conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz podem elevar custos de transporte marítimo e desacelerar a demanda exportadora, mas, em cenário de menor oferta global, é pouco provável que as compras de carne brasileira se reduzam significativamente. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi permanece cotada a R$ 24,30 por Kg e a da vaca, a R$ 22,03 por Kg.