23/Mar/2026
Os custos de produção da atividade leiteira voltaram a subir em fevereiro de 2026, refletindo principalmente a alta nos preços da ração e de insumos como adubos e corretivos. O Custo Operacional Efetivo avançou 0,32% na “Média Brasil” (Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) entre janeiro e fevereiro, desacelerando em relação à alta de 1,32% registrada no período anterior. Entre as regiões, Minas Gerais registrou elevação de 0,55% nos custos, enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram recuos de 0,44% e 0,62%, respectivamente, atenuando a média nacional. No segmento de alimentação, o custo da ração apresentou comportamento distinto entre os Estados.
Em Minas Gerais, houve alta de 0,5% no concentrado, enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram quedas de 2,62% e 1,29%, influenciadas pela menor demanda, em função das boas condições de pastagens favorecidas pelo regime de chuvas. Os adubos e corretivos registraram aumento médio de 0,55% no período, em um cenário de restrição de oferta e maior competição por fretes marítimos. A disponibilidade de fertilizantes segue impactada por gargalos logísticos e por fluxos internacionais afetados pelo Estreito de Ormuz, relevante rota de transporte global. Além disso, o encarecimento dos combustíveis tende a pressionar os custos logísticos e, consequentemente, os preços dos insumos.
Dados indicam alta de 11,3% no preço médio do diesel S-10 na primeira semana de março frente à média de fevereiro. Apesar do avanço dos custos, o poder de compra do produtor apresentou melhora no início do ano. Em janeiro, foram necessários 33,56 litros de leite para a aquisição de 1 saca de 60 quilos de milho, redução de 3,76% em relação a dezembro. A melhora na relação de troca foi influenciada pela queda de 2,56% no preço do milho, para R$ 67,84 por saca de 60 Kg, combinada à alta de 1,25% no preço do leite, para R$ 2,02 por litro. Ainda assim, o poder de compra permanece deteriorado frente ao histórico recente, situando-se 15,2% acima da média dos últimos 12 meses, estimada em 29,1 litros por saca de milho. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.