20/Mar/2026
Segundo a MBRF, o mercado de proteínas apresenta sinais de recuperação de preços no início de 2026, em um ambiente de demanda global aquecida e expectativa de normalização das margens ao longo do ano. O movimento ocorre após um quarto trimestre de 2025 marcado por compressão no mercado doméstico, considerada pontual e sem indicação de continuidade no novo ciclo. No Brasil, o período final de 2025 foi caracterizado por pressão nos preços de produtos in natura, combinada com demanda mais retraída, o que impactou a rentabilidade no curto prazo. Apesar desse cenário, houve manutenção de volumes, com suporte relevante das operações internacionais e do portfólio de produtos de maior valor agregado, incluindo desempenho recorde na produção de itens processados no mês de dezembro.
No início de 2026, observa-se recomposição gradual dos preços, especialmente no mercado externo, refletindo maior demanda por proteína animal. Esse ambiente contribui para a expectativa de melhora das margens ao longo do ano, com redução das pressões observadas anteriormente no mercado doméstico. A estratégia para 2026 está centrada na ampliação da participação de produtos processados e na expansão da capacidade produtiva, com objetivo de reduzir a exposição às oscilações do mercado de produtos in natura e sustentar níveis mais estáveis de rentabilidade. O cenário prospectivo combina demanda global consistente, ajuste de preços e reposicionamento do portfólio, com perspectiva de recuperação gradual das margens ao longo de 2026. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.