19/Mar/2026
O poder de compra do suinocultor de São Paulo frente ao milho registra recuo pelo sexto mês consecutivo em março, mesmo com estabilidade nos preços do suíno vivo, em função das altas expressivas do cereal na parcial deste mês. Na região produtora de São Paulo (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno vivo posto na indústria registra média de R$ 6,94 por Kg, avanço de 0,5% em relação a fevereiro, interrompendo o ciclo de queda iniciado em janeiro e gerando expectativas sobre demanda e preços.
No entanto, a relação de troca com o milho não apresenta melhora. No mercado de lotes de Campinas (SP), o milho é negociado R$ 70,96 por saca de 60 Kg neste mês, o maior patamar real desde maio de 2025 (R$ 71,93 por saca de 60 Kg), alta de 4,6% frente a fevereiro, refletindo restrição de oferta no mercado spot e aumento da demanda por formação de estoques diante das preocupações com os conflitos no Oriente Médio.
Com isso, o produtor precisou de 5,87 Kg de milho para adquirir 1 Kg de suíno vivo, redução de 3,9% em relação a fevereiro, embora tenha registrado avanço de 2% frente a março de 2025, influenciado pelos preços elevados do milho naquele período (R$ 86,96 por saca de 60 Kg, maior valor real desde março de 2023). Em relação ao farelo de soja, o preço médio em Campinas é de R$ 1.813,10 por tonelada, queda de 1,6% ante fevereiro, resultando em aumento de 2,1% do poder de compra do suinocultor, que passou a adquirir 3,83 Kg do insumo com 1 Kg de suíno vivo. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.