18/Mar/2026
Segundo o Itaú BBA, a suinocultura brasileira enfrenta pressão sobre suas margens devido à velocidade de crescimento da produção e à acomodação dos preços do suíno vivo desde o início do ano. O aumento dos abates eleva a disponibilidade doméstica de carne e exige maior capacidade de escoamento para o mercado externo, com o objetivo de evitar acúmulo de oferta interna. O setor se tornou mais sensível a desequilíbrios entre oferta e demanda, comprometendo o espaço para novas pressões de preços. As exportações mantêm bom ritmo, mas dependem da estabilidade logística, especialmente diante do conflito no Golfo Pérsico.
Embora a região tenha baixa relevância como destino direto da carne suína brasileira, impactos indiretos sobre fretes e fluxos globais representam riscos aos embarques. No âmbito dos custos de produção, o cenário exige atenção para o segundo semestre, principalmente em relação à ração. A consolidação do potencial produtivo da 2ª de milho de 2026 dependerá da regularidade das chuvas em abril e maio no Cerrado, com a demanda doméstica por milho permanecendo firme para produção de proteínas animais e etanol. Por outro lado, o cenário do farelo de soja é favorável, sustentado pela ampla safra nacional e pelo ritmo de esmagamento, o que tende a mitigar parcialmente os custos de ração ao longo de 2026. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.