17/Mar/2026
A estabilidade de preços predomina no mercado físico do boi gordo, situação que deve prevalecer nesta semana que se inicia, tendo em vista a queda esperada no consumo interno de carne bovina e a cautela dos frigoríficos exportadores em relação ao conflito no Oriente Médio. Com baixa liquidez, e produtores com maior condição de segurarem, ao menos por enquanto, bovinos por mais tempo no pasto, resistindo a eventuais pressões da indústria, os preços devem se manter estáveis. O mercado do boi gordo encerrou a primeira quinzena sem tendência definida. Houve apenas leves oscilações, para cima ou para baixo, mas com predomínio de estabilidade.
A baixa oferta de bovinos no físico contrasta com o consumo interno de carne bovina enfraquecido e com a maior disponibilidade de frango. Em algumas regiões, os compradores estudam a possibilidade de reduzir o abate nos próximos dias. A oferta de boiadas voltou a diminuir e algumas indústrias, para completar escalas de abate desta semana que se inicia, têm que elevar as indicações. Em São Paulo, o boi gordo permanece cotado a R$ 347,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 322,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 335,00 por arroba a prazo; e o boi China, a R$ 350,00 por arroba a prazo. Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado a R$ 322,00 por arroba aprazo; na Bahia, a R$ 318,00 por arroba a prazo; em Roraima, a R$ 297,00 por arroba a prazo. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi está cotada a R$ 24,43 por Kg.