17/Mar/2026
As exportações de carne suína dos Estados Unidos iniciaram 2026 em crescimento, impulsionadas pela forte demanda do México e por compras adicionais de mercados asiáticos. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) compilados pela U.S. Meat Export Federation indicam que os embarques somaram 250.861 toneladas em janeiro, aumento de 3% em relação ao mesmo período de 2025. A receita alcançou US$ 692,1 milhões, avanço anual de 4%. O México permaneceu como principal destino da carne suína norte-americana, com importações de 107.902 toneladas, alta de 3% na comparação anual. Em termos de valor, as vendas ao país cresceram 8%, totalizando US$ 238,7 milhões. No Japão, o volume exportado avançou 22%, atingindo 27.910 toneladas no período.
O desempenho positivo também se refletiu na rentabilidade da cadeia produtiva. O valor médio obtido por cabeça de suíno abatido aumentou 6,5% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 62,07, refletindo a demanda crescente por produtos de conveniência nos segmentos de varejo e food service. No segmento de carne bovina, os embarques apresentaram retração em volume, principalmente em razão da manutenção das restrições do mercado chinês ao produto dos Estados Unidos. As exportações totalizaram 92.558 toneladas em janeiro, recuo de 10% na comparação anual, enquanto a receita atingiu US$ 780,1 milhões, queda de 3%. Apesar da retração agregada, o desempenho seria positivo sem a ausência do mercado da China.
Excluindo esse destino, as exportações de carne bovina norte-americana teriam registrado crescimento de 5% em volume e de 16% em valor. Mesmo com o menor volume embarcado, a receita média por animal abatido aumentou 12% na comparação anual, atingindo US$ 415,15. O resultado reflete a valorização de cortes e subprodutos, especialmente os miúdos bovinos. As vendas externas desse segmento alcançaram receita recorde de US$ 126 milhões em janeiro, alta de 46% ante o mesmo mês do ano anterior, para um volume de 27.511 toneladas, crescimento de 6%. A valorização foi impulsionada principalmente pela demanda do Japão por itens como línguas e fraldinhas, que contribuíram para ampliar o retorno econômico por animal abatido em um contexto de oferta restrita de gado nos Estados Unidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.