20/Feb/2026
Dados divulgados neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2025, foram abatidas 42,5 milhões de cabeças no Brasil, um recorde. O volume abatido no ano passado ficou 8,2% superior ao de 2024, quase 25% acima do de 2023 e expressivos 42,6% maior que o de 2022. Esse cenário, além de indicar uma ampliação da oferta no curto prazo, está atrelado aos fortes investimentos que vêm sendo realizados no campo desde 2020, ao avanço do ciclo pecuário e ao elevado descarte de fêmeas. Apesar de o recorde de abate evidenciar um crescimento na oferta de proteína, o forte desempenho das exportações ajudou a escoar esse maior volume, atenuando, consequentemente, pressões baixistas sobre os preços ao longo de 2025.
A produção de carne também avançou, atingindo 11 milhões de toneladas, volume que é, respectivamente, 7,9%, 24% e 37,9% superior aos resultados obtidos em 2024, 2023 e 2022. Além do abate recorde, a evolução na produção de carne está associada sobretudo à expansão estrutural da pecuária nacional, sustentada pelo avanço das exportações que exigiu e exige melhorias contínuas, e aos avanços tecnológicos. Ressalta-se que, entre 2020 e 2024, a produção de carne bovina cresceu proporcionalmente mais que o número de cabeças abatidas. Esse movimento sugere ganhos de produtividade, refletidos em maior geração de produto por unidade abatida, seja por aumento no peso médio das carcaças, seja por avanços genéticos e melhorias no manejo. A produtividade brasileira (quilogramas por bovino) manteve patamares elevados em 2025, mas ainda esteve pouco abaixo da de anos anteriores, devido ao maior abate de fêmeas.
A produtividade média estimada do rebanho brasileiro (considerando-se boi, vaca, novilho e novilha) em 2025 foi de 258,69 Kg/bovino, queda de 0,84% em relação a 2024 (260,87 Kg/bovino), mas 0,42% acima da registrada em 2023 (257,60 Kg/bovino) e com leve aumento de 0,78% em relação a 2022 (256,7 Kg/bovino). A melhor produtividade média foi registrada em 2021, quando atingiu 270,2 quilogramas, resultado de um menor abate de fêmeas e do abate de machos mais pesados, provenientes de um melhor manejo, nutrição e/ou maior permanência no sistema de engorda. Considerando-se apenas os dados do quarto trimestre de 2025 (de outubro a dezembro), foram produzidas 2,91 bilhões de quilogramas, com incremento de 15% no peso das carcaças frente ao mesmo período de 2024. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.