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20/Feb/2026

Suíno: produção e produtividade recordes em 2025

Dados preliminares divulgados neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o abate de suínos e a produção de carne atingiram recordes no Brasil em 2025. Foram mais de 60 milhões de cabeças abatidas no ano passado, gerando 5,6 milhões de toneladas de carne. Com esses resultados, a produtividade do suíno brasileiro foi a maior desde 2011. No último trimestre do ano, especificamente, foi verificada uma desaceleração no ritmo de abates frente ao trimestre anterior, o que, com base na série histórica, é esperado para esse período. Ao todo, 14,77 milhões de suínos foram abatidos de outubro a dezembro de 2025, contra 15,81 milhões de cabeças de julho a setembro, ou seja, retração de 6,6%.

Por outro lado, o volume abatido no último trimestre de 2025 foi 2,3% maior que o do mesmo período de 2024 e um recorde para o período, considerando-se toda a série histórica do IBGE, iniciada em 1997. No caso da produção, ao longo de 2025, o volume, de 5,6 milhões de toneladas, foi o maior da série e ficou 4,5% acima do resultado de 2024. Trata-se do maior crescimento anual desde 2022, quando o avanço foi de 5,9%. Esses resultados evidenciam os importantes esforços e avanços tecnológicos que vêm sendo implementados pelo setor produtivo nacional; e isso é verificado mesmo diante de juros altos, que tipicamente dificultam novos investimentos e a expansão de negócios. Além disso, o crescimento na produção é visto como fundamental para suprir as crescentes demandas interna e externa.

Esses números recordes garantem também o maior protagonismo que o Brasil vem conquistando nos últimos anos no cenário global da carne suína. Em relação à produtividade, os resultados de 2025 também são importantes. O peso médio da carcaça no Brasil chegou a 93,1 Kg no ano passado, o maior desde 2011, quando atingiu recorde. O dado recente também ficou 1% acima do de 2024. Em termos globais, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que os Estados Unidos e a União Europeia registraram produtividades de 97,6 Kg e de 96 Kg, respectivamente. Ou seja, o Brasil ainda segue atrás dos dois maiores players mundiais. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.