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20/Feb/2026

Lácteos: “Refrigerante do Bem” a base de soro de leite

O chamado “Refrigerante do Bem”, uma bebida láctea produzida a partir do soro do leite, entrou na fase de validação. A proposta é desenvolver uma bebida carbonatada, que pode ser acidificada ou fermentada, com possibilidade de enriquecimento com proteínas, vitaminas e minerais. Além de agregar valor nutricional, a formulação surge como alternativa para o aproveitamento do soro, subproduto da fabricação de queijos. A ideia foi desenvolvida a partir de pesquisas do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Segundo o Programa Estadual de Pesquisa em Leite e Derivados da Epamig, o nome traduz o propósito da iniciativa: é chamado de ‘Refrigerante do Bem’ porque contribui com o meio ambiente ao utilizar um soro que, muitas vezes, seria descartado e poderia causar poluição.

Também contribui para a saúde, já que mantém nutrientes do leite, como cálcio, outros sais minerais e vitaminas, além de poder conter prebióticos e probióticos. Nesta fase, os pesquisadores realizam ensaios preliminares para caracterizar o soro do leite, avaliando composição, qualidade e parâmetros básicos. Paralelamente, são definidos os ingredientes e o método de fabricação mais adequado. A etapa seguinte prevê a produção em escala industrial, na fábrica-escola da Epamig ILCT, com dois tipos de tratamento: fermentação ou acidificação, realizados em quatro repetições. Após o envase, o produto será armazenado e refrigerado para análise de estabilidade. Ao longo da estocagem, serão feitas análises físicas, químicas e microbiológicas com o intuito de acompanhar a estabilidade, segurança e vida de prateleira do produto. Os testes são essenciais para comprovar a viabilidade tecnológica do uso do soro na bebida carbonatada, garantindo que o produto seja seguro, estável e, quando aplicável, atenda aos critérios para ser considerado probiótico.

Concluídas as análises, os resultados devem ser apresentados em eventos técnicos e científicos, além de publicados em artigos e relatórios. A proposta é viabilizar a transferência da tecnologia para laticínios interessados. Como o projeto tem natureza de avanço tecnológico e prevê uma tecnologia de simples implantação em escala industrial, a expectativa é que, após a conclusão, prevista para início de 2027, a bebida possa ser transferida e implementada por laticínios interessados, desde que sejam cumpridas as etapas regulatórias e industriais de rotina, como adequações de linha, registro do produto e rotulagem. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), executado pela Epamig ILCT, com gestão da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe). Fonte: Epamig. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.