19/Feb/2026
Segundo a Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo), a exportação brasileira de carne bovina (considerando carnes in natura e industrializada, miudezas comestíveis e outros subprodutos da cadeia produtiva) registrou US$ 1,416 bilhão em receitas ao País em janeiro. O montante indica crescimento de 37,9% em relação a janeiro de 2025, com embarques que totalizaram 278 mil toneladas (aumento de 16,4%). As exportações para a China em janeiro de 2026 somaram US$ 650,33 milhões (crescimento de 44,9% em relação a janeiro de 2025), com o embarque de 119,96 mil toneladas (+31,6%). A participação da China, maior cliente da carne bovina brasileira no exterior, foi de 43,10% em volume e de 45,9% em receitas, em relação às exportações totais do setor.
As vendas de carne bovina para a China em 2026 serão limitadas pela cota de 1,1 milhão de toneladas, resultante da imposição de medidas de salvaguardas comerciais anunciadas pelo governo chinês. Volumes extracota estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, o que deverá dificultar ou até mesmo inviabilizar os negócios acima do limite estabelecido. Os Estados Unidos, segundo maior importador da carne bovina brasileira, aumentaram significativamente suas compras de carne bovina brasileira. Incluindo os subprodutos bovinos, as vendas para alcançaram US$ 193,74 milhões (crescimento de 39,41%). Observando as vendas de carne bovina in natura para o país, o crescimento anual foi ainda mais acentuado, de 92,7%, para US$ 161,6 milhões.
A União Europeia reduziu suas compras de carne bovina in natura do Brasil em janeiro de 2026. Esta queda, no entanto, foi compensada pela venda de outros produtos, como a carne industrializada e o sebo bovino fundido. No total, as vendas para o terceiro maior mercado internacional da carne bovina brasileira alcançaram US$ 84,93 milhões em janeiro de 2026 (crescimento de 26,4%). Em seguida, os maiores importadores são Chile, Emirados Árabes Unidos, Egito e Países Baixos. A Abrafrigo contabiliza que 99 países aumentaram suas aquisições da carne bovina brasileira, enquanto outros 40 reduziram suas compras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.