19/Feb/2026
Segundo a Embrapa Gado de Leite, o mercado mundial de lácteos apresenta perspectiva de fraco avanço produtivo, reflexo de margens financeiras restritas e instabilidades geopolíticas. A oferta deve continuar elevada, impulsionada por aumentos observados nos principais produtores mundiais, como os de 7% na Argentina e de 8% no Uruguai em 2025. Os valores no mercado internacional permanecem em baixos níveis e que altas recentes no leilão Global Dairy Trade (GDT) representam correções pontuais. No cenário macroeconômico brasileiro, a previsão é de desaceleração, com previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8%, ante os 2,3% registrados no ciclo anterior.
O ano eleitoral introduz componentes de incerteza, como volatilidade cambial e expectativa de aumento nos gastos públicos, em um cenário onde os juros permanecem elevados para conter a inflação. Para o produtor brasileiro, o cenário de curto prazo apresenta sinais de transição com a proximidade da entressafra, que começa a influenciar a precificação do leite, com viés de recuperação. A valorização do Real frente ao dólar pode ampliar a competitividade do produto importado no mercado interno. A recuperação nos preços do boi e de bezerras surge como ponto positivo, auxiliando na composição da renda das propriedades por meio da comercialização de bovinos de descarte e novilhos.
A recomendação da Embrapa Gado de Leite para o ciclo de 2026 tem foco em planejamento e eficiência operacional para enfrentar as oscilações do mercado. A competitividade dependerá da capacidade de o produtor reduzir custos ou agregar valor aos produtos. Mudanças estruturais no segmento são aceleradas, exigindo que as unidades produtoras busquem evolução tecnológica para manter a viabilidade econômica diante da volatilidade cambial e dos juros elevados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.