13/Feb/2026
Mesmo com escalas de abate mais curtas, frigoríficos têm administrado as compras de boiadas na tentativa de conter a sequência de altas da arroba nas principais praças pecuárias. A estratégia, contudo, tem efeito limitado em um ambiente de oferta restrita e pastagens em excelente condição, que permitem ao pecuarista reter os animais no campo por mais tempo.
Entre 30 de janeiro e 10 de fevereiro, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ acumulou valorização de 3,18%, refletindo a menor disponibilidade de animais no mercado físico. Na quarta-feira, o Indicador avançou mais 1,36%, alcançando R$ 341,90/arroba.
As chuvas favoreceram a recuperação das pastagens em diversas regiões, ampliando o poder de barganha do produtor. Além disso, parte dos animais terminados em confinamento ainda não está pronta para abate, reforçando o aperto na oferta. No atacado da Grande São Paulo, os preços também seguem firmes: no acumulado de fevereiro, traseiro, dianteiro, ponta de agulha e carcaça casada bovina registram altas de 2,1%, 7,5%, 2,3% e 3,9%, respectivamente.
As referências foram novamente ajustadas para cima. Em São Paulo, as cotações do boi gordo e do “boi China” avançaram para R$ 340,00 e R$ 345,00/arroba, respectivamente. A novilha teve elevação mais intensa, subindo para R$ 330,00/arroba. Em outras praças, como Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Espírito Santo, também foram observados reajustes positivos.
Em Mato Grosso, a arroba registrou uma das maiores valorizações do dia, com alta de 1,34%, atingindo R$ 319,44/arroba. Em São Paulo, outra referência apontou reajuste de 1,00%, para R$ 341,75/arroba.
O quadro confirma um mercado firme, com oferta limitada e indústrias ajustando escalas e volumes de abate. Mesmo com tentativas de administração das compras, a necessidade de cumprir contratos e a restrição de animais prontos continuam sustentando o novo patamar de preços.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.