ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

12/Feb/2026

Suíno: exportações recuam no mês, mas janeiro é recorde

As exportações brasileiras de carne suína recuaram em janeiro de 2026 frente a dezembro de 2025, mas ainda assim registraram o maior volume já embarcado para o primeiro mês do ano. O desempenho reforça a perspectiva de novo recorde anual em 2026, mesmo diante da sazonalidade típica do período.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam embarques de 115 mil toneladas em janeiro, volume 15% inferior às 136 mil toneladas exportadas em dezembro. Trata-se da maior retração mensal para este intervalo desde 2022. Ainda assim, o resultado superou em 10% as 104 mil toneladas registradas em janeiro de 2025, configurando recorde histórico para o mês, considerando a série iniciada em 1997.

Em termos de receita, foram arrecadados R$ 268,4 milhões em janeiro, queda de 16% frente a dezembro, mas alta de 13% na comparação com janeiro do ano anterior.

Destinos e perspectivas

As Filipinas permaneceram como principal destino da carne suína brasileira, com 37,4 mil toneladas embarcadas em janeiro. O volume foi 12% inferior ao de dezembro, mas praticamente o dobro do registrado em janeiro de 2025.

Na sequência aparecem Japão e Hong Kong, com 12,9 mil toneladas e 8,8 mil toneladas, respectivamente. Frente a dezembro, as quedas foram de 1,5% para o Japão e de 24% para Hong Kong. Na comparação anual, o volume destinado ao Japão avançou 58%, enquanto os embarques para Hong Kong recuaram 7%.

Para 2026, Filipinas e Japão devem continuar como vetores relevantes de crescimento. O Brasil ampliou as vendas às Filipinas em 54,5% em 2025 frente a 2024, e as importações do país asiático devem crescer 7% neste ano. No caso do Japão, a produção doméstica segue estagnada, sustentando a demanda por produto importado.

Mercado interno

No mercado doméstico, o suíno vivo interrompeu a sequência de quedas e operou com estabilidade entre 3 e 10 de fevereiro. Em Patos de Minas (MG), o animal posto na indústria foi negociado a R$ 6,81/kg, alta de 1,3% frente ao dia 3.

No atacado de São Paulo, a carcaça especial suína foi negociada a R$ 10,50/kg, recuo de 2,8% em relação à semana anterior, indicando que a recomposição de preços ainda ocorre de forma gradual ao longo da cadeia.

Fonte: Cepea/Esalq e Secex. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.