11/Feb/2026
A expectativa para o confinamento de bovinos em 2026 é de crescimento abaixo da média histórica, mesmo em um ambiente considerado favorável do ponto de vista de custos e alimentação. A projeção inicial indica que a expansão da atividade tende a ficar abaixo de 11%, patamar que representa a média observada em ciclos recentes.
As estimativas ainda são preliminares e se baseiam em intenções de confinamento, cujo primeiro levantamento mais estruturado deve ser divulgado ao longo do ano. Apesar de não refletirem o resultado final da atividade, esses dados já funcionam como um indicador relevante para a leitura do cenário pecuário.
No campo dos custos de produção, a perspectiva de supersafra em 2026 contribui para um ambiente mais equilibrado ao confinador, com expectativa de preços mais estáveis dos insumos utilizados na alimentação animal. Esse fator tende a reduzir a volatilidade operacional e ampliar a previsibilidade das margens.
A alimentação segue como o principal componente do custo variável do confinamento, respondendo por 70% a 80% das despesas totais. Nesse contexto, observa-se maior participação do DDG nas dietas, produto que vem ganhando espaço em relação a ingredientes tradicionais como soja e algodão, contribuindo para a otimização dos custos nutricionais.
Mesmo com preços da arroba em patamares menos estimulantes em determinados momentos, a avaliação é de que o confinamento em 2026 deve manter desempenho compatível com o padrão histórico, sustentado por custos controlados e maior eficiência produtiva ao longo do ciclo.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.