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10/Feb/2026

Boi: demanda firme sustenta alta da arroba no físico

O comportamento dos preços da arroba do boi gordo no mercado físico segue refletindo a necessidade dos frigoríficos de recompor as escalas de abate em um ambiente de oferta restrita na maior parte das praças pecuárias. A retomada do consumo interno, associada ao fluxo regular das exportações, mantém a demanda superior à disponibilidade de animais terminados, sustentando as cotações.

No período recente, a comercialização permaneceu aquecida, resultando em novos ajustes positivos nos preços. No Estado de São Paulo, as referências do mercado indicaram valorização da arroba do boi gordo e da novilha, enquanto o boi destinado à exportação apresentou avanço ainda mais expressivo. As cotações passaram a girar em torno de R$ 332,00 por arroba para o boi gordo, R$ 322,00 por arroba para a novilha e R$ 340,00 por arroba para o chamado boi China.

O diferencial de preços entre o boi exportação e o boi destinado ao mercado interno ampliou-se para cerca de R$ 8,00 por arroba, evidenciando o peso da demanda externa na formação dos valores praticados no mercado doméstico. Esse ágio reflete tanto a preferência dos frigoríficos por animais habilitados quanto a necessidade de atender contratos internacionais.

Na comparação com o encerramento de janeiro, as cotações acumulam altas relevantes nas principais categorias: o boi gordo registra avanço próximo de 1,8%, a vaca apresenta valorização superior a 3%, a novilha acumula alta em torno de 2,2% e o boi China sobe cerca de 3%. Esse movimento confirma a firmeza do mercado em um contexto de escalas curtas e oferta controlada.

Em outras regiões produtoras, os ajustes também foram positivos. Em Mato Grosso, a arroba do boi gordo avançou para patamares próximos de R$ 310,50, enquanto a média das principais praças monitoradas indicou elevação generalizada, com exceção pontual de mercados onde os preços permaneceram praticamente estáveis.

Para o curto prazo, o cenário segue construtivo. A combinação de oferta limitada, consumo interno mais ativo e exportações em bom ritmo tende a manter os preços sustentados, não sendo descartados novos avanços caso as escalas continuem enxutas.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.