05/Feb/2026
Os preços da reposição permaneceram firmes ao longo de janeiro, sustentados pela baixa oferta de animais no mercado. No caso do bezerro nelore, com idade entre 8 e 12 meses, o Indicador CEPEA/ESALQ em Mato Grosso do Sul registrou média de R$ 3.078,33 por cabeça no mês, ligeiro avanço de 0,44% em relação a dezembro. Em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia, Tocantins e Pará, as médias permaneceram estáveis na comparação mensal, enquanto no Paraná houve valorização próxima de 4%.
No início de fevereiro, o bezerro sul-mato-grossense passou a ser negociado a R$ 3.090,03 por cabeça, patamar levemente acima da média registrada em janeiro, indicando manutenção do viés firme no curto prazo.
A relação de troca, no entanto, apresentou deterioração relevante para o pecuarista. Em janeiro, foram necessárias 9,6 arrobas de boi gordo paulista para a compra de um bezerro em Mato Grosso do Sul, volume 18,5% superior ao observado em janeiro do ano passado, quando eram exigidas 8,11 arrobas, e também acima das 8,35 arrobas registradas em janeiro de 2024. Considerando apenas os meses de janeiro, trata-se da relação de troca mais desfavorável da série histórica para sistemas de recria-engorda.
Ao se analisar a série completa, a atual relação de troca é a pior desde outubro de 2023, quando foram necessárias 10,27 arrobas de boi gordo paulista para a aquisição de um bezerro sul-mato-grossense, evidenciando o encarecimento relativo da reposição frente ao animal terminado.
A avaliação predominante é de que os preços do boi para abate tendem a seguir firmes ao longo de 2026, especialmente em função da demanda internacional aquecida. Já os valores da reposição podem apresentar momentos de enfraquecimento ao longo do ano, à medida que a produção de bezerros avance e aumente a disponibilidade de animais no mercado. Fonte: Cepea.