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05/Feb/2026

Boi: oferta restrita mantém firmeza de preços em 2026

O setor pecuário inicia 2026 com um cenário de sustentação de preços tanto para o boi gordo quanto para a reposição. Em janeiro, as médias apresentaram variações marginais em relação a dezembro de 2025, enquanto os dados parciais de fevereiro já indicam níveis superiores aos observados no mês anterior, refletindo um ambiente mais apertado do lado da oferta.

Ao longo de janeiro, os preços do boi gordo foram sustentados pelo bom desempenho das vendas no mercado interno e pelo avanço das exportações de carne bovina in natura. Informações parciais do comércio exterior mostram que os embarques já superam os volumes registrados em janeiro do ano passado, quando as exportações haviam alcançado patamar recorde para o mês, reforçando a demanda pelo produto brasileiro.

Do lado da oferta, as chuvas favoreceram a recuperação das pastagens em diversas regiões, permitindo aos pecuaristas reterem os animais no campo por mais tempo. Com isso, a disponibilidade de gado pronto permaneceu limitada ao longo de janeiro, mantendo as escalas de abate curtas, variando entre três e dez dias, o que contribuiu para a firmeza das cotações.

No mês, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ no estado de São Paulo registrou média de R$ 320,60, frente a R$ 320,28 em dezembro, avanço de 0,1%. Em Goiás, Mato Grosso, Paraná, Rondônia e Tocantins, as variações de dezembro para janeiro também ficaram próximas de 0,1%, sinalizando estabilidade em patamar elevado.

Em fevereiro, a necessidade de recomposição das escalas tem levado compradores a ofertarem preços mais altos. Nos primeiros dias do mês, a média do Indicador CEPEA/ESALQ em São Paulo alcança R$ 328,05, acima do nível observado em janeiro, movimento que também se repete em outras praças pecuárias acompanhadas. Fonte: Cepea.