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05/Feb/2026

Suíno: demanda fraca derruba preços no início do ano

Após atravessar o último trimestre de 2025 em relativa estabilidade, os preços do suíno vivo registraram forte queda em janeiro, pressionados principalmente pela desaceleração das demandas interna e externa. O movimento refletiu um desequilíbrio entre oferta e consumo, típico do início do ano, mas intensificado por um ambiente de mercado mais fraco do que o observado em anos recentes.

Na principal referência paulista, o suíno vivo posto na indústria apresentou média de R$ 8,24 por quilo em janeiro, recuo de 6,9% em relação a dezembro. Trata-se da queda mensal mais intensa desde janeiro de 2025, em termos reais. Entre as praças acompanhadas, a retração mais acentuada ocorreu no Paraná, onde a média mensal caiu 8,6%, para R$ 8,07 por quilo.

A redução da demanda doméstica, comum em janeiro devido a maiores gastos das famílias com impostos e despesas sazonais, foi acompanhada neste ano por enfraquecimento do mercado externo. Os embarques apresentaram média diária inferior à observada em dezembro, reforçando a pressão sobre as cotações internas.

Do lado da oferta, o ritmo de abates manteve-se semelhante ao de dezembro, o que, diante da menor absorção da carne, ampliou o excedente disponível no mercado. Em algumas regiões, esse cenário levou a negociações no mercado independente abaixo dos valores praticados no sistema integrado, situação considerada atípica e não observada desde meados de 2022.

No atacado, o comportamento foi semelhante ao do mercado de animais vivos. A carcaça suína especial foi negociada, em média, a R$ 12,13 por quilo em janeiro, queda de 5,2% frente ao mês anterior, refletindo o consumo mais lento ao longo do período.

Em relação aos custos de produção, os principais insumos apresentaram leve alívio no início de fevereiro. O farelo de soja recuou no mercado de lotes, enquanto o milho registrou queda marginal, com a saca de 60 kg negociada a R$ 66,17, o que tende a oferecer algum suporte às margens da atividade nos próximos meses.

Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.