03/Feb/2026
O mercado físico do boi gordo inicia fevereiro em ambiente favorável a novas altas de preços, sustentado principalmente pela oferta restrita de boiadas prontas. A escassez de animais terminados segue como principal fator de suporte, após já ter provocado valorizações recentes tanto no boi gordo quanto no chamado boi padrão exportação, ampliando a firmeza das negociações nas principais praças pecuárias.
Esse quadro de oferta limitada se soma à retomada gradual do consumo doméstico de carne bovina. O pagamento de salários, o encerramento do período de férias e o retorno das aulas contribuem para melhorar a demanda interna, reforçando a sustentação da arroba em um momento em que a disponibilidade de animais segue curta.
No front externo, os dados de exportação de carne bovina indicam que janeiro foi encerrado com desempenho robusto, elevando o grau de confiança do setor comprador. Esse cenário tem levado frigoríficos a aceitar os valores pedidos pelos lotes disponíveis, o que resultou em novos ajustes positivos de preços em diversas regiões ao longo da última semana.
Em São Paulo, o boi gordo registrou valorização de R$ 1,00 por arroba, passando a ser negociado a R$ 326,00 por arroba. O boi padrão exportação manteve-se cotado a R$ 330,00 por arroba. Os preços considerados são brutos e a prazo. Movimentos de alta também foram observados em importantes regiões produtoras como Triângulo Mineiro, Mato Grosso e Pará.
Outras praças apresentaram ajustes positivos ao longo da semana, com altas registradas em Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins. Neste último estado, a valorização foi a mais expressiva entre as regiões acompanhadas, com avanço de 1,09%, levando a arroba a R$ 303,78.
Em São Paulo, após uma sequência de altas diárias ao longo da semana, houve leve ajuste pontual negativo de 0,06%, com a arroba sendo negociada a R$ 326,59. Ainda assim, o patamar segue elevado e consistente com o cenário de oferta curta e demanda mais firme, mantendo a perspectiva de sustentação dos preços no curto prazo. Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.