03/Feb/2026
Em janeiro, a competitividade da carne de frango caiu frente à suína, mas subiu em relação à bovina no atacado de São Paulo. A desvalorização da proteína suinícola foi um pouco mais intensa que a da avícola, enquanto a carne bovina se valorizou. O movimento de queda de preços das carnes de frango e suína é típico do primeiro mês do ano, quando a demanda interna tende a estar mais enfraquecida, gerando uma sobreoferta. Para a proteína bovina, as altas até meados de janeiro garantiram o aumento da média mensal. Desde a última semana, porém, o ritmo de negócios diminuiu. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.
Boi: MT lidera exportação brasileira de carne bovina
Segundo o Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), Mato Grosso foi o Estado com maior participação nas exportações brasileiras de carne bovina em 2025, respondendo por 23,1% de todo o volume embarcado pelo País. Ao longo do ano, foram exportadas cerca de 978,4 mil toneladas da proteína, destinadas a 92 países, consolidando o Estado como principal player nacional no comércio internacional do setor. Na comparação entre os Estados, Mato Grosso é seguido por São Paulo (com 833,8 mil toneladas exportadas), Goiás (508,1 mil toneladas), Mato Grosso do Sul (450,1 mil toneladas) e Minas Gerais (324,6 mil toneladas).
O desempenho foi impulsionado por um ano considerado histórico para a pecuária do Estado. Em 2025, Mato Grosso registrou o abate de 7,4 milhões de cabeças de gado, alcançando uma receita aproximada de US$ 4 bilhões com as exportações de carne bovina. O preço médio ficou em torno de US$ 5,4 mil por tonelada, refletindo a valorização do produto em mercados estratégicos. Houve também mudanças no perfil dos principais destinos da carne produzida em Mato Grosso. A China manteve a liderança como maior compradora, concentrando 54,8% das importações. Na sequência aparecem a Rússia, com 6%, o Chile, com 4,85%, e os Estados Unidos, que responderam por 4,1% das compras da proteína mato-grossense ao longo do ano.
Embora a China continue sendo o principal destino, o crescimento de outros mercados mostra que Mato Grosso tem conseguido acessar países com diferentes exigências sanitárias e comerciais. Isso reduz riscos e amplia as oportunidades de valorização da carne mato-grossense no cenário global. Os mercados que pagaram os valores mais elevados pela carne bovina de Mato Grosso foram a União Europeia, com média de US$ 6.022,79 por tonelada, e o Oriente Médio, com US$ 4.250,79 por tonelada. A China, apesar de ser o principal destino em volume, registrou preço médio de US$ 4.145,84 por tonelada, abaixo do praticado em mercados mais exigentes em termos de padrão sanitário e certificações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.