23/Jan/2026
Os preços do boi gordo devem oscilar pouco no mercado físico nos próximos dias. Além da resistência de pecuaristas em aceitar os valores oferecidos pelos frigoríficos, o suporte aos preços vem das escalas de abate, mais curtas em relação a janeiro de anos anteriores. Na parcial de janeiro, a escala média nacional de abate é de 7,8 dias, a menor para janeiro desde 2021. Para efeito de comparação, em dezembro/2025 a média das programações de abate era de 14 dias. As condições das pastagens têm permitido aos produtores manterem as boiadas no campo por mais tempo, o que lhes dá margem para controlar a oferta no mercado.
As menores escalas de abate em janeiro vêm sendo observadas nos estados do Rio Grande do Sul (de 4 a 5 dias), Pará e Rondônia (próximo de 6 dias). Em Goiás, a média é de 6,2 dias, seguido de São Paulo e Minas Gerais, de 7 a 8 dias, e Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, entre 8,5 e 9,5 dias. O encurtamento das escalas de abate tem sido o principal fator de sustentação dos preços ao longo de janeiro, mesmo em um período sazonalmente marcado por menor demanda. Em São Paulo, já são nove dias de estabilidade para o boi gordo, 13 dias para o 'boi China', 44 dias para a vaca gorda e 20 dias para a novilha gorda.
O boi gordo é negociado a R$ 318,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 302,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 312,00 por arroba a prazo; e o "boi China", a R$ 322,00 por arroba a prazo. Observa-se alta nos preços do boi gordo no Pará e em Tocantins. Em Mato Grosso do Sul, no Acre e na Bahia, os preços registram recuo. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada bovina é negociada em média neste mês a R$ 23,00 por Kg, 0,4% acima de janeiro do ano passado. No curto prazo, a dinâmica do mercado seguirá dependente do ritmo de oferta de bovinos terminados e da postura da indústria. Enquanto as escalas permanecerem encurtadas e a demanda externa seguir consistente, os preços tendem a encontrar sustentação.