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23/Jan/2026

Suíno: PSA na Espanha pressiona os preços na UE

Os preços médios dos suínos na União Europeia tiveram queda acentuada neste início de ano, pressionados pela combinação de surtos contínuos de doenças e uma demanda enfraquecida. Segundo relatório do Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura do bloco, o cenário de baixa nas cotações ocorre em meio a um aumento consistente da oferta: a produção de carne suína do bloco cresceu 4% entre janeiro e outubro de 2025 na comparação anual, totalizando 18,2 milhões de toneladas, impulsionada por maiores níveis de abate e carcaças mais pesadas. A pressão sobre os valores intensificou-se com o surto de peste suína africana (PSA) na Espanha, que acelerou a tendência de queda.

O preço de referência do suíno na União Europeia recuou para US$ 1,72 por Kg na semana encerrada em 11 de janeiro, o nível mais baixo desde março de 2022. A situação no mercado espanhol foi particularmente severa: antes do anúncio da doença no fim de novembro, os preços giravam em cerca de US$ 2,02 por Kg, despencando para US$ 1,53 por Kg em apenas seis semanas. O crescimento da produção europeia foi liderado pela própria Espanha, com alta de 7%, seguida por Polônia, Dinamarca e Itália. No comércio exterior, as exportações do bloco subiram 3% até novembro, somando 3,68 milhões de toneladas, embora os envios para a China, principal mercado, tenham recuado 5%. Em contrapartida, as vendas para o Vietnã saltaram 21%, compensando parte da desaceleração chinesa e refletindo a escassez de oferta doméstica no país asiático.

Analistas alertam que a diferença de preços entre o Reino Unido e a União Europeia atingiu o maior nível em cerca de dez anos, o que aumenta o risco de o produto europeu substituir a produção britânica no varejo. Além disso, embora a China tenha confirmado taxas antidumping definitivas em dezembro com alíquotas menores, o que teoricamente melhora a competitividade da União Europeia, os riscos estruturais permanecem elevados para os exportadores, especialmente para produtos de miúdos que têm poucas alternativas de mercado. A expectativa de curto prazo é de manutenção da pressão sobre os preços por causa da oferta robusta e das incertezas sanitárias. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.