22/Jan/2026
Neste início de ano, as escalas de abate estão mais curtas, com as demandas externa e interna relativamente firmes e a restrição da oferta de bovinos no campo. Assim, nesta parcial de janeiro, a escala média nacional de abate é de 7,8 dias, a menor para este mês desde 2021. Em dezembro/2025, a escala havia sido de mais de 14 dias. Nos últimos cinco anos, a escala média de abate em janeiro foi de 8,4 dias. Considerando-se os meses de janeiro desde 2005, a média de escalas é de 6,94 dias. Esta variável ajuda a entender a dinâmica que vem ocorrendo nos preços ao longo deste primeiro mês de 2026.
Janeiro tradicionalmente registra recuo nos valores devido à menor demanda; no entanto, neste ano, pecuaristas têm tido condições de deixar os bovinos no pasto por mais tempo, buscando, assim, cotações mais elevadas. As menores escalas de abate em janeiro vêm sendo observadas nos estados do Rio Grande do Sul (de 4 a 5 dias), Pará e Rondônia (próximo de 6 dias). Em Goiás, a média é de 6,2 dias, seguido de São Paulo e Minas Gerais (de 7 a 8 dias), e na sequência, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (entre 8,5 e 9,5 dias).
O encurtamento das escalas de abate tem sido o principal fator de sustentação dos preços ao longo de janeiro, mesmo em um período sazonalmente marcado por menor demanda. A maior capacidade de retenção dos bovinos no campo, associada a um equilíbrio entre consumo interno e exportações, tem conferido maior poder de barganha ao pecuarista. No acumulado de janeiro, o preço médio do boi gordo e, São Paulo está em R$ 318,87 por arroba, recuo de apenas 0,58% frente a janeiro do ano passado, em termos reais (IGP-DI).
Em Mato Grosso do Sul, a média parcial está em R$ 302,67 por arroba, com alta de 1,5%. Em Goiás e Minas Gerais, as médias são de R$ 305,14 por arroba e R$ 302,80 por arroba, respectivamente, com aumentos de 1,5% e 1,2%. Mato Grosso é o único Estado que apresenta a queda mais expressiva (-3,3%), com a média saindo de R$ 303,37 por arroba no primeiro mês de 2025 para R$ 293,48 por arroba neste ano (média deflacionada pelo IGP-DI). Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.