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20/Jan/2026

Boi: setor prevê impacto positivo do Mercosul-UE

A indústria brasileira de carne bovina espera efeitos positivos do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE). Os impactos sobre a exportação devem ser observados no médio prazo, avalia a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O setor está otimista com o acordo, sobretudo pelo aspecto da redução tarifária no médio prazo. É um mercado remunerador. Exportadores do Mercosul terão uma cota de 99 mil toneladas de carne bovina (peso carcaça, 55% resfriada e 45% congelada) com tarifa reduzida de 7,5% para comercializar à União Europeia. O volume será crescente, com aumento gradual ao longo de cinco anos.

Essa cota será dividida entre os países do Mercosul, após o acordo entrar em vigor, o que depende da ratificação do Parlamento Europeu e do parlamento de um dos países do Mercosul. Além disso, a tarifa sobre a cota Hilton (destinada a cortes nobres), hoje de 10 mil toneladas por ano, passará de 20% a zero na entrada em vigor do acordo. Atualmente, fora da Cota Hilton, incide sobre a proteína brasileira uma tarifa de 12,8%, somada a 221,1 euros por 100 Kg. A expectativa da indústria nacional é de que o Brasil ocupe a maior parte do volume da cota com tarifa reduzida alocada aos países sul-americanos, já que a divisão deve considerar critérios técnicos, como números de produção e participação em exportação do bloco sul-americano. Essa divisão deve ser compatível com o volume produzido pelos países.

Há um entendimento feito anteriormente no Fórum Mercosul da Carne de divisão entre os países, com o Brasil ficando com 42% da cota. O Brasil abate em torno de 40 milhões de bovinos por ano, enquanto a Argentina abate em torno de 10 milhões de bovinos e o Uruguai cerca de 3 milhões de bovinos. Em relação ao volume a ser exportado, a indústria enxerga espaço para expansão moderada, já que União Europeia aprovou uma salvaguarda interna com gatilho de limite de 5% para aumento do volume importado de produtos agrícolas sul-americanos. Atualmente, a União Europeia já é o quarto principal destino da carne bovina nacional, com 128,9 mil toneladas exportadas no último ano, gerando receita de US$ 1,06 bilhão. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.