20/Jan/2026
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou nesta segunda-feira (19/01) um novo relatório focado na avaliação dos riscos à segurança alimentar relacionados ao uso de inibidores ambientais (EIs). A publicação busca orientar formuladores de políticas e partes interessadas sobre produtos químicos utilizados para mitigar emissões de metano em rebanhos e reduzir perdas de nitrogênio no solo, em um momento em que o setor agrícola busca equilibrar o aumento da produção de alimentos com a necessidade de conter gases de efeito estufa.
O documento alerta que a potencial transferência de resíduos de inibidores ambientais para a cadeia alimentar exige uma avaliação cuidadosa para minimizar possíveis impactos negativos na saúde humana e interrupções no comércio internacional. O relatório concentra-se em duas categorias principais: inibidores de metanogênese, administrados a bovinos e outros rebanhos para reduzir emissões de metano (CH4), e inibidores de nitrogênio, aplicados aos solos para limitar perdas de nutrientes e emissões de óxido nitroso (N2O). A FAO destaca que, independentemente da classificação regulatória desses produtos, os requisitos mínimos de dados para garantir a segurança devem começar pela avaliação da presença ou ausência de resíduos nos alimentos.
Aplicar uma lente de segurança alimentar é essencial ao introduzir novas práticas e tecnologias, garantindo que os esforços para reduzir impactos ambientais sejam eficazes, confiáveis e bem compreendidos. O contexto é urgente, considerando que fontes agrícolas respondem por cerca de 58% das emissões globais de metano e 52% das de óxido nitroso, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com projeções da FAO indicando um crescimento de mais de 30% nas emissões totais dos sistemas agroalimentares até 2050 sem medidas de mitigação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.