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16/Jan/2026

Frango: acordo Mercosul-UE é positivo para Brasil

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que está próximo de ser oficializado, tende a representar um salto relevante para as exportações brasileiras de carne de frango ao bloco europeu. O tratado prevê a criação de uma nova cota de 180 mil toneladas isentas de tarifa à União Europeia, um volume que, embora corresponda a apenas 3,4% do total exportado pelo Brasil em 2025, é cerca de 12 vezes superior à cota atualmente vigente, de aproximadamente 15 mil toneladas anuais. Mesmo com essa limitação tarifária mais restrita até agora, a Europa já figura entre os principais destinos do produto brasileiro.

O bloco europeu foi o oitavo maior parceiro do Brasil no mercado avícola em 2025, com cerca de 230 mil toneladas destinadas. Há espaço e demanda para a proteína nacional no mercado europeu. Esse desempenho reflete a competitividade do setor avícola brasileiro e a proteção relativamente menor concedida pela União Europeia aos seus produtores de frango, especialmente quando comparada a outros segmentos pecuários, como a suinocultura. Por conta disso, é economicamente viável para o setor brasileiro negociar com o bloco europeu mesmo sob o regime aduaneiro atual. Outro fator que joga a favor do Brasil é a própria natureza do produto.

Os produtos de frango tradicionalmente apresentam pouca diferenciação e/ou especialização entre países e produtores, o que os torna próximos de um produto homogêneo. Nesse cenário, países com maior escala e eficiência produtiva, como o Brasil, tendem a levar vantagem competitiva. Ainda haverá divisão da cota entre os integrantes do Mercosul, mas a ampliação gradual do volume isento, prevista para ocorrer ao longo de seis anos, é vista como um movimento estruturalmente positivo. Essa abertura deve fortalecer a presença da carne de frango brasileira na União Europeia e abrir espaço para o aumento das exportações ao bloco no médio e longo prazo. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.