12/Jan/2026
O mercado físico do boi gordo registra preços estáveis nas principais regiões pecuárias, em um cenário de ofertas mais abundantes e bom escoamento de proteína. A maior disponibilidade de bovinos permite que alguns frigoríficos avancem com as escalas de abate, mas a pressão sobre as cotações é contida pela demanda firme no varejo e pela cautela dos pecuaristas. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 318,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 302,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 312,00 por arroba a prazo; e o "boi China" a R$ 322,00 por arroba a prazo.
As escalas de abate estão preenchidas, em média, para sete dias. A maioria das negociações ocorre dentro dos valores de referência, embora algumas compras esporádicas tenham sido realizadas perto dos R$ 325,00 por arroba. Algumas indústrias com escalas mais confortáveis indicam R$ 315,00 por arroba, mas sem qualquer interesse por parte dos pecuaristas. Assim, em geral, os negócios estão entre R$ 315,00 e R$ 320,00 por arroba, com lotes pontuais a R$ 325,00 por arroba. Um fator que influenciou o mercado foi a reunião da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) para a organização interna de cotas para exportação de carne bovina para a China.
Diante da novidade, algumas indústrias decidiram sair temporariamente das compras e aguardar o desenrolar do mercado antes de retomar as aquisições, o que contribuiu para a cautela nas negociações. Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado a R$ 314,00 por arroba; em Mato Grosso, a R$ 297,00 por arroba; no Paraná, a R$ 327,00 por arroba; no Rio Grande do Sul, a R$ 10,90 por Kg; e na Bahia, a R$ 313,00 por arroba. Mesmo com a oferta variando entre as regiões, os preços permanecem sem grandes reajustes. Os compradores estão ativos no mercado spot, enquanto os pecuaristas, cautelosos, aguardam preços mais remuneradores.