09/Jan/2026
Dados divulgados na quarta-feira (07/01) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirmam que o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína em 2025, um recorde histórico que representa crescimento de 11,6% sobre o ano anterior. Com esse desempenho, o País supera o Canadá e assume, pela primeira vez, o posto de terceiro maior exportador mundial da proteína. O resultado foi impulsionado por um mês de dezembro fortíssimo, que viu os embarques saltarem 25,8% (137,8 mil toneladas).
A receita anual acompanhou o ritmo, totalizando US$ 3,619 bilhões (+19,3%), evidenciando que o Brasil vendeu mais e melhor. Outro ponto que merece destaque é a valorização do produto nacional no mercado externo. O fato de o crescimento da receita (19,3%) ter superado largamente o aumento do volume (11,6%) indica uma melhora significativa no preço médio da tonelada exportada. Esse ganho de rentabilidade reflete a percepção de qualidade sanitária do Brasil, que se manteve livre das grandes crises de peste suína africana (PSA) que afetaram concorrentes na Europa e na Ásia, tornando-se um “porto seguro” para compradores exigentes que buscam regularidade e segurança alimentar.
O grande destaque estratégico, porém, é a “troca de guarda” no topo da lista de clientes. As Filipinas consolidaram-se como o maior destino da carne suína brasileira, importando 392,9 mil toneladas (+54,5%) e desbancando a China, que reduziu suas compras em 33,9% (159,2 mil toneladas). A ABPA celebra essa mudança como a prova do sucesso da diversificação: o Brasil deixou de ser “China-dependente”, distribuindo volumes crescentes para mercados premium como Japão (+22,4%) e vizinhos como o Chile (+4,9%). Fonte: ABPA. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.