08/Jan/2026
O saldo da balança comercial de lácteos fechou 2025 em -155,4 milhões de litros em equivalente-leite, o que representa uma redução de 10% (-172,3 milhões de litros em novembro). As exportações seguiram aumentando e em dezembro registraram alta de 3% enquanto as importações continuam recuando 9% em relação a novembro. Em dezembro, as exportações de lácteos totalizaram 5,1 milhões de litros em equivalente-leite, um aumento de 3% frente ao mês anterior, porém 7% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024. No acumulado anual de 2025, as exportações fecharam com queda de 23,4% em relação ao ano de 2024. As importações continuaram a recuar em dezembro. Com queda de 9% na entrada de lácteos no Brasil, totalizando 160,5 milhões de litros em equivalente-leite. Na comparação com dezembro de 2024, a queda é de 17%. No acumulado anual de 2025, as importações registraram retração de 6,1% frente ao ano de 2024. Em dezembro, as exportações de lácteos apresentaram movimentos distintos entre os diferentes produtos:
- O leite UHT registrou expressiva alta de 167,1 mil em litros no volume exportado, representando 16% do total das exportações de lácteos;
- O soro de leite apresentou crescimento de 30% nas exportações, após o recuo observado no mês anterior;
- O leite condensado também registrou desempenho positivo, com aumento de 16% no volume exportado.
- O creme de leite manteve trajetória de queda, com recuo de 17% nas exportações no mês.
- A manteiga também seguiu em movimento negativo, registrando redução de 7% no volume exportado.
No campo das importações, observam-se os seguintes movimentos:
- O leite em pó integral (LPI), principal item importado, apresentou uma queda mais moderada, de 5% em relação ao mês anterior, após o forte recuo de 30% registrado no último mês.
- O leite em pó desnatado (LPD), segundo principal produto importado, que havia apresentado alta no mês anterior, acompanhou a tendência de retração do LPI e registrou queda de 22% no volume importado frente a novembro.
A ampla oferta global de lácteos e o dólar mais baixo ao longo de 2025 sustentaram elevados volumes de importação, cenário que, somado ao forte crescimento da produção nacional, pressionou os preços da indústria e os valores pagos ao produtor, especialmente no segundo semestre. Para 2026, embora a produção de leite deva seguir em patamares elevados, a queda na rentabilidade observada no final de 2025 tende a desacelerar o ritmo de crescimento da oferta. Ao mesmo tempo, a expectativa de preços mais firmes no mercado internacional pode reduzir a atratividade das importações. Assim, após um ano marcado por desequilíbrios entre oferta e demanda, o mercado lácteo inicia 2026 em um contexto de preços mais baixos, consumo estável e expectativa de maior equilíbrio. Nesse cenário, a tendência é de redução gradual das importações, o que pode contribuir para uma menor pressão sobre os preços no mercado doméstico ao longo de 2026. Fonte: MilkPoint. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.