08/Jan/2026
O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, afirmou que a China manifestou um claro desejo de importar "produtos alimentícios de alta qualidade" do país europeu, sinalizando uma possível resolução para os impasses comerciais que afetam o setor agroalimentar. Em visita oficial a Pequim, na terça-feira (06/01), ele destacou que houve "bons progressos" nas negociações para a revogação da suspensão das exportações de carne bovina irlandesa. O comércio de carne bovina encontra-se interrompido desde 2024, na sequência de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), conhecida como “doença da vaca louca”.
Há progressos na questão da carne bovina para que o acesso seja restaurado. Além da carne, a pauta de laticínios foi central nas discussões. A Irlanda, que é um dos maiores exportadores de laticínios da Europa com remessas anuais de cerca de 6 bilhões de euros (US$ 7 bilhões), manifestou preocupação com as tarifas sobre o setor. O governo da China assegurou que irá analisar a questão, especialmente considerando o impacto que tais tarifas têm sobre empresas que utilizam esses insumos para produzir no próprio país chinês. A visita ocorre num momento estratégico, considerando que a Irlanda assumirá a presidência rotativa da União Europeia no segundo semestre de 2026.
Durante os encontros, que incluíram uma reunião com o Presidente Xi Jinping, a liderança chinesa expressou o desejo de que a Irlanda desempenhe um "papel construtivo" e promova um "campo de jogo nivelado" para o comércio entre a China e o bloco europeu. Martin reforçou que é do interesse de ambos os lados manter um sistema comercial aberto. A agenda de Martin na China também incluiu reuniões com a WuXi Biologics, que emprega cerca de 700 pessoas em Dundalk, e com a Trip.com, para fortalecer o turismo chinês na Irlanda por meio de um novo memorando de entendimento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.