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05/Jan/2026

Boi: abates totais devem recuar no Brasil em 2026

Os abates de bovinos devem totalizar 40,33 milhões de cabeças, o que representa uma queda de 4,1% em relação a 2025. A queda reflete a elevada participação de fêmeas nos abates nos últimos três anos e o consequente enfraquecimento do ritmo de reposição de animais. Assim, a pecuária brasileira deve entrar em 2026 com uma mudança relevante de ciclo, após quatro anos consecutivos de expansão da oferta. Com a redução da disponibilidade de gado para engorda, a produção de carne bovina também tende a recuar. A estimativa é de um volume de 10,62 milhões de toneladas em 2026, retração de 1,7% frente ao ano anterior. Mesmo com uma oferta mais enxuta, o Brasil deve manter a liderança global no mercado de carne bovina, apoiado principalmente pela demanda da Ásia. O continente seguirá como principal motor das exportações, com maior participação dos países do Sudeste Asiático e perda relativa de espaço dos Estados Unidos no comércio internacional.

A expectativa é, inclusive, de que os norte-americanos ampliem suas importações de carne bovina em 2026, abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro no mercado global. Esse cenário de oferta doméstica menor e demanda externa firme deve sustentar uma valorização real do boi gordo ao longo deste ano. Caso as condições climáticas sejam favoráveis, o movimento pode ganhar força a partir do terceiro trimestre, com as cotações testando níveis próximos de R$ 400/arroba no fim do ano. Para o mercado de reposição, as perspectivas são ainda mais positivas. A safra de bezerros desmamados em 2026 deve refletir as decisões tomadas em 2024, ano marcado pelo forte descarte de fêmeas e pelo menor volume de inseminações desde 2020. Esse contexto de menor oferta cria bases para um ciclo de recuperação consistente, com o mercado iniciando 2026 com preços firmes e tendência de valorização contínua ao longo do ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.