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05/Jan/2026

Suíno: produção de carne deverá crescer em 2026

A suinocultura brasileira tende a manter a trajetória de crescimento em 2026, sustentada pela demanda internacional aquecida, pela manutenção de margens ainda positivas ao produtor e pela menor oferta relativa de carne bovina, decorrente da inversão do ciclo pecuário. As projeções indicam que a produção nacional de carne suína pode alcançar aproximadamente 5,72 milhões de toneladas no próximo ano, crescimento de cerca de 1,3% em relação a 2025, configurando um novo recorde para o setor.

O Brasil deve preservar participação relevante no comércio global da proteína, com destaque para a consolidação dos mercados asiáticos. As Filipinas, que assumiram a liderança entre os principais destinos da carne suína brasileira em 2025, tendem a ampliar ainda mais as compras em 2026, reforçando o protagonismo do país nas exportações. As estimativas apontam embarques em torno de 1,51 milhão de toneladas no próximo ano, avanço de aproximadamente 3,8% na comparação anual.

Apesar do viés positivo para produção e exportações, os preços do suíno vivo devem encontrar um limite ao longo de 2026. A expectativa é de leve recuo, especialmente no primeiro semestre, em movimento de caráter sazonal. Para janeiro de 2026, projeta-se preço médio próximo de R$ 8,11 por quilo, queda de cerca de 3,3% em relação ao nível observado no final de 2025. Esse ajuste também deve alcançar o mercado de leitões, pressionado pela maior oferta e pela intensificação da competição com a carne bovina.

O desempenho de 2025 consolida-se como um período de resultados históricos para a suinocultura brasileira. Dados oficiais indicam que a produção entre janeiro e setembro já superou em 4,9% o volume registrado no mesmo intervalo de 2024. No comércio exterior, as exportações de carne suína entre janeiro e novembro avançaram 2,3% em relação ao recorde anual anterior, com presença em mais de uma centena de destinos internacionais, aproximando-se do maior patamar histórico já registrado.

As estimativas indicam que 2025 deve se encerrar com abate de cerca de 60,62 milhões de cabeças, crescimento de 4,2% frente a 2024, e produção total próxima de 5,65 milhões de toneladas, alta anual de 5,4%. As exportações devem somar aproximadamente 1,45 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde e avanço de 9,5% na comparação anual, marcando o quarto ano consecutivo de expansão dos embarques da proteína.

A demanda externa em 2025 foi fortemente impulsionada pelas Filipinas, que importaram cerca de 310 mil toneladas de carne suína brasileira entre janeiro e novembro, volume mais de 40% superior ao total enviado em todo o ano anterior. Esse mercado respondeu por aproximadamente um quarto das exportações totais do setor no período.

No mercado interno, a Região Sul, principal polo produtor do país, registrou valorização anual de cerca de 5,4% no preço do suíno vivo, com cotações próximas de R$ 8,36 por quilo no final do ano. Os custos de produção apresentaram leve recuo no acumulado anual, contribuindo para uma margem média ao produtor superior a 30%, significativamente acima da observada em 2024. O mercado de leitões também apresentou valorização, embora mais moderada, com alta anual próxima de 4,8%.

Com esse desempenho, a suinocultura encerra 2025 fortalecida e ingressa em 2026 com bases sólidas para sustentar o crescimento, ainda que em um ambiente de preços mais ajustados e maior equilíbrio entre oferta, demanda e custos de produção. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.