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05/Jan/2026

Suíno: exportações seguirão crescendo em 2026

Após o desempenho positivo observado em 2025, a suinocultura brasileira tende a manter um cenário favorável em 2026, caracterizado por exportações em expansão, preços firmes e crescimento moderado da produção. As projeções indicam margens atrativas ao produtor ao longo do próximo ciclo, sustentadas principalmente pela demanda externa, que permanece como o principal vetor de sustentação do mercado.

As exportações brasileiras de carne suína podem atingir aproximadamente 1,44 milhão de toneladas em 2026, volume cerca de 6,3% superior ao estimado para 2025. A expectativa é de abertura e consolidação de novos mercados internacionais, o que reforça a posição do Brasil entre os maiores exportadores globais da proteína. Entre os destinos, as Filipinas tendem a permanecer como principal mercado comprador, com crescimento projetado nas importações. Em contrapartida, a China deve continuar reduzindo suas compras, em linha com o movimento de retração observado desde o pico registrado em 2021. No continente americano, o México desponta como mercado estratégico, impulsionado pela ampliação de acordos comerciais e pelo fortalecimento das relações bilaterais.

No mercado doméstico, a perspectiva é de manutenção dos preços da carne suína em níveis elevados ao longo de 2026, dando continuidade à trajetória observada no ano anterior, com menor volatilidade das cotações. A demanda interna segue aquecida, com expectativa de crescimento do consumo per capita da proteína, refletindo sua competitividade relativa frente a outras carnes e a melhoria gradual do ambiente econômico.

Para atender simultaneamente aos mercados interno e externo, a produção nacional deve crescer cerca de 4% em 2026, podendo alcançar aproximadamente 5,88 milhões de toneladas. Apesar da possibilidade de elevação nos custos de alimentação, especialmente relacionados a milho e farelo de soja, o poder de compra do suinocultor tende a permanecer favorável. Esse equilíbrio é sustentado pelos preços firmes do animal vivo, que compensam eventuais pressões de custo e contribuem para a manutenção de margens positivas ao longo do ciclo produtivo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.