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23/Jun/2025

Carnes: cautela domina análises sobre Marfrig-BRF

Apesar de a fusão entre BRF e Marfrig ser dada como certa pelo mercado, analistas têm adotado um posicionamento neutro em relação às empresas. O processo sofreu um percalço na semana passada, com a decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de adiar a assembleia de acionistas da BRF que votaria a fusão, para analisar pontos levantados por minoritários. O Itaú BBA manifestou uma visão construtiva sobre JBS e Minerva, destacando o interesse crescente de investidores em Minerva, devido à sua aquisição de plantas e condições financeiras melhoradas.

Com relação a JBS, apontou que sua plataforma diversificada deve beneficiar os resultados do segundo trimestre, novamente. No entanto, quando se trata de Marfrig e BRF, o Itaú BBA prefere a neutralidade. A razão principal é o complexo processo de fusão entre as duas companhias e a suspensão da assembleia que adiciona uma nova camada de complexidade à conclusão do negócio. Paralelamente, a Minerva solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) uma revisão das implicações competitivas dessa fusão, reforçando o cenário incerto ao redor do negócio.

O Bradesco BBI corrobora a visão neutra, mas por enxergar limitações para revisões positivas de lucros da nova companhia após a fusão. A nova companhia (MBRF) tende a nascer com múltiplos acima de seus pares e com espaço limitado para revisões positivas de lucros. Apesar da suspensão pela CVM, as cotações das ações de BRF e Marfrig seguem alinhadas à razão de troca proposta, tendência que deve continuar. A CM Capital vê na consolidação da nova empresa uma oportunidade para redução do custo de capital, associada a uma eventual melhora do rating da empresa. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.