24/Apr/2024
Segundo o Citi, com o declínio em volumes exportados e contração de spread, o primeiro trimestre de 2024 não foi o ideal para o setor de carne bovina da América Latina. Uruguai, Brasil e Paraguai tiveram desempenho inferior de forma sequencial, enquanto a Argentina foi um destaque positivo, com spreads mais altos e maior volume embarcado. Foi mantido o cenário base de melhorias esperadas em relação aos níveis de spread atuais, apoiados na dinâmica favorável do ciclo pecuário, especialmente no Brasil, em oposição às tendências desafiadoras observadas no gado dos Estados Unidos. Os volumes exportados foram fracos no primeiro trimestre de 2024, com recuo de 9,5% no Brasil ante o trimestre anterior, além das quedas de 17,6% do Uruguai e 13,7% do Paraguai, que superaram o resultado positivo da Argentina, de 14,3%.
Quanto aos spreads, o Brasil teve melhora de 2% na comparação mensal, mas queda de 70 pontos-base no trimestre. O Uruguai registrou contração de spreads de 10% no mês e de 6% no 1º trimestre de 2024. P Paraguai viu os spreads subirem 410 pontos-base no mês, mas com recuo de 1% no trimestre, enquanto a Argentina perdeu 270 pontos-base na comparação mensal, mas subiu 6,5% no trimestre O ciclo benigno de gado na América Latina deve persistir em 2024. Isso deve ocorrer em meio a um aumento considerado suficiente do rebanho bovino brasileiro nos últimos anos, que garantiu uma oferta atual de gado pronto para o abate que deve assegurar um fornecimento constante em 2024. A indústria de frigoríficos deve manter sua capacidade histórica de aumentar margens lucrativamente, apesar da disponibilidade ampla de gado, devido à natureza intermediária da indústria.
O Citi mantém a preferência pela JBS, por causa do perfil diversificado e tendências globais de melhoria. Para a empresa, foi estabelecido o preço-alvo de 12 meses de R$ 29,00. Entre os principais fatores de riscos, pode-se citar os preços do gado e grãos acima do esperado nos Estados Unidos e Brasil, despesas de capital e necessidades de capital de giro mais altas relacionadas a novas aquisições, impacto inferior ao esperado nos ganhos com as flutuações na taxa de câmbio e riscos sanitários decorrentes de surtos inesperados, como gripe aviária, doença da ‘vaca louca’, etc. Para a Minerva, o preço-alvo é de R$ 12,00. Os riscos negativos para o preço são as questões sanitárias nos países em que opera, a desaceleração econômica nos mercados internacionais levando a menor consumo, os preços do gado acima do esperado impactando negativamente o custo dos produtos vendidos e a recuperação mais lenta do mercado doméstico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.