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04/Apr/2024

Suíno Vivo: preços registraram leve alta em março

Em São Paulo, o poder de compra de suinocultores frente ao farelo de soja vem crescendo há três meses e, em março, atingiu o melhor resultado desde novembro de 2020, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro/2024). Isso porque, enquanto o preço do suíno vivo em março se sustentou em relação a fevereiro, o preço do derivado caiu fortemente. Frente ao milho, o poder de compra do último mês foi o maior desde novembro do ano passado, também em termos reais. Apesar da desvalorização do suíno vivo no mercado doméstico na última semana de março, a leve melhora na demanda e a menor disponibilidade de suínos em peso ideal para abate na maior parte da segunda quinzena do mês passado garantiram o avanço da média mensal.

Dessa forma, o preço do vivo negociado na região produtora de São Paulo (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) registrou leve alta de 0,7% em relação a fevereiro, com a média a R$ 6,68 por Kg em março. Quanto ao farelo de soja, os consumidores nacionais estiveram mais afastados, adquirindo apenas pequenos volumes do derivado, na expectativa de melhores oportunidade de negociações nas semanas subsequentes. Com isso, o farelo foi negociado em Campinas (SP) à média de R$ 1.883,15 por tonelada em março, forte baixa de 6% na comparação mensal. No mercado de milho, os produtores brasileiros voltaram as atenções aos trabalhos de campo, disponibilizando novos lotes no spot nacional apenas quando houve necessidade de fazer caixa. Do lado comprador, por sua vez, alguns agentes se mostraram ativos em períodos pontuais (sobretudo em regiões consumidoras) ao longo de março.

Diante disso, o Indicador ESALQ/BM&F (Campinas - SP) do milho registrou média de R$ 62,72 por saca de 60 Kg em março, praticamente estável (-0,03%) em relação à média de fevereiro. Assim, considerando-se o suíno negociado na região produtora de São Paulo (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) e os insumos comercializados no mercado de lotes da região de Campinas, o suinocultor pôde comprar, na média de março, 3,55 quilos de farelo de soja com a venda de 1 quilo do suíno vivo, volume 7% superior ao adquirido em fevereiro. Quanto ao milho, no mesmo período, foi possível a compra de 6,39 quilos do cereal com a venda de um quilo do suíno, quantidade 0,7% maior que a do mês anterior. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.