21/Mai/2019
A peste suína africana na China, que deve levar ao abate de até 200 milhões de suínos, deve dar suporte aos preços da carne suína nos Estados Unidos já que o país exportará mais carcaças para a Ásia a fim de suprir a demanda local. Empresas e especialistas preveem que o aumento das exportações deve sustentar também produtos derivados. Estimativas preliminares do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que as perdas decorrentes do surto de PSA na China vão superar toda a produção de carne suína norte-americana neste ano, representando uma queda de 5% no mercado global de carnes e um possível aumento de 33% nas importações chinesas.
Já é possível sentir o efeito: os preços estão aumentando. Na Bolsa de Chicago a cotação dos suínos subiu 52% desde o início de 2019. O preço da carcaça acumula alta de 23%. No atacado do país, as cotações também devem subir. A valorização da carne pode ser superior à 15%. Essa pressão no setor pode acabar afetando empresas do ramo alimentício, como McDonald's e Burger King, que já preveem reajustes. Apesar das incertezas sobre o número exato de suínos que serão abatidos na China, o USDA afirma que o governo chinês entrega números incompletos sobre o assunto, o mercado de varejo dos Estados Unidos compara a crise atual a vividas no passado. Entre 2013 e 2014, por causa de um vírus, milhões de leitões morreram nos Estados Unidos e os preços da carne aumentaram 12% naquele ano. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.