07/Mai/2019
Os preços do boi gordo devem se manter firmes na primeira metade do mês, impulsionados pelo pagamento de salários e pelo Dia das Mães (12/05). No entanto, no período final do mês, os preços podem voltar a ceder, com a diminuição das chuvas e perda gradativa do suporte das pastagens. Isso deve se refletir em maior oferta de bovinos no médio prazo, pressionando as cotações entre maio e junho. Por enquanto, os pecuaristas ainda estão em condições de segurar os bois no campo. As chuvas em abril melhoraram as condições do pasto.
No entanto, já há registros de aumento na oferta de bovinos em algumas regiões por causa do fim da temporada de chuvas e do início da temporada de vacinas, que aumenta os custos de produção. Em Goiás, o boi gordo registra queda de 1,50% nos últimos sete dias, cotado a R$ 142,00 por arroba. Em São Paulo, o boi gordo segue cotado a R$ 156,00 por arroba à vista e entre R$ 157,00 e R$ 158,00 por arroba. No entanto, há relatos de ofertas abaixo da referência por parte de alguns frigoríficos.
Há grande amplitude nos preços ofertados pelos frigoríficos e a diferença entre o preço mínimo e máximo chega a R$ 5,00 por arroba. Existe uma forte especulação em torno de preços mais baixos nas negociações da boiada, porém, essa tendência não foi totalmente absorvida e não reflete em nova queda nos preços. No atacado, o fluxo de comercialização de carnes começou o mês em ritmo lento, o que causou queda nos preços. O corte traseiro está cotado a R$ 11,60 por Kg, o dianteiro é negociado a R$ 9,30 por Kg e a ponta de agulha, a R$ 8,80 por Kg.