06/Mai/2019
Surtos de peste suína africana na China, que vêm reduzindo significativamente o plantel de suínos do país asiático, vão resultar em maiores compras chinesas não só de carne suína, mas de outras proteínas. Isso vem impulsionando as ações das empresas de carne fora da China. A norte-americana Tyson Foods subiu 40% desde o início deste ano e a JBS e sua subsidiária de carne de frango, Pilgrim's Pride, se valorizaram em cerca de 70%. O Rabobank espera que a produção de suínos na China caia entre 25% e 35% neste ano. Isso significa uma redução de pelo menos 13 milhões de toneladas.
Os chineses, que produziram e consumiram cerca de metade da carne suína mundial no ano passado, vão precisar recorrer a outras proteínas, principalmente frango. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) espera um crescimento de 70% nas importações chinesas de carne de frango. Apesar de não ser culturalmente comum, pode crescer também o consumo de carne bovina pela China. Com isso, produtores da carne bovina nos Estados Unidos e no Brasil, que têm uma vantagem no custo de produção em relação à China, poderão se manter no neste mercado mesmo após o fim da crise.
Já a oportunidade para a carne de frango é de curto prazo. Como a produção dessa proteína é mais rápida que a de carne suína ou bovina, os produtores chineses podem elevar a produção rapidamente. A JBS está em vantagem por ser uma produtora de diversas proteínas e por ser uma empresa brasileira, protegida das disputas tarifárias entre Estados Unidos e China. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.