06/Nov/2026
As empresas japonesas Toyota Tsusho Corporation, Toho Gas Co. e Mizuho Bank acertaram a criação de uma joint venture com a Cótica Energia e Participações para desenvolver um projeto-piloto de conversão de resíduos de cana-de-açúcar em biogás. A operação foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), conforme despacho publicado no Diário Oficial da União. O projeto será instalado em São Manuel (SP) e terá como objetivo validar a tecnologia, avaliar sua viabilidade técnica e econômica e verificar seu potencial de expansão em escala comercial. Caso os resultados sejam positivos, a iniciativa poderá diversificar as rotas de produção de biogás no Brasil e abrir caminho para a entrada de um novo produtor no mercado nacional, ampliando a oferta e a concorrência no segmento.
As empresas ressaltaram que uma eventual implantação comercial dependerá dos resultados do projeto-piloto, de uma avaliação posterior de viabilidade, da elaboração de um plano de negócios e de novas deliberações entre as partes. Portanto, a aprovação da operação societária não representa, por si só, uma decisão de investimento em escala comercial. A Cótica Energia é uma holding integrante do Grupo Cótica, que investe em empresas responsáveis pelo desenvolvimento de projetos nos segmentos de biogás e biometano. O grupo também atua na aquisição e coleta de resíduos orgânicos, além de prestar serviços de engenharia e licenciamento de tecnologia de biodigestão.
O Grupo Toyota Tsusho, conglomerado com atividades em diferentes setores, opera no Brasil no fornecimento de produtos automotivos e industriais e na prestação de serviços de usinagem de metais, logística, reciclagem, corretagem de seguros e agronegócio. A Toho Gas, controladora do Grupo THG, concentra suas operações principalmente no Japão, onde fornece gás canalizado, gás liquefeito de petróleo (GLP) e eletricidade, sem atuação no mercado brasileiro. A parceria combina a experiência da Cótica em projetos de biodigestão e aproveitamento de resíduos orgânicos com a atuação das empresas japonesas em diferentes segmentos industriais e energéticos. A validação da tecnologia poderá abrir uma nova alternativa de aproveitamento dos resíduos da cadeia sucroenergética para produção de biogás no País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.