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06/Oct/2026

Etanol: preços acumulam alta no mês de setembro

Em São Paulo, os preços dos etanóis hidratado e anidro encerraram o mês de setembro em alta no mercado spot. Além de as chuvas terem atrapalhado a colheita e, consequentemente, a moagem da cana-de-açúcar, a forte valorização do petróleo, que eleva a competitividade do etanol em relação aos combustíveis fósseis, reforçou o movimento de alta nos preços dos biocombustíveis. Nesse cenário, unidades produtoras podem direcionar, ao longo de outubro, mais cana-de-açúcar para a produção dos etanóis, diminuindo a disponibilidade de açúcar, sobretudo ao mercado internacional. Considerando-se as semanas cheias de setembro, o Indicador CEPEA/ESALQ semanal do hidratado teve média de R$ 2,5211 por litro, forte alta de 14,5% frente a agosto. Para o etanol anidro, no mercado spot, o preço médio foi de R$ 2,8987 por litro em setembro, aumento expressivo de 17,1% no mesmo comparativo.

No caso do açúcar, o Indicador CEPEA/ESALQ do cristal branco (cor Icumsa de 130 a 180) teve média de R$ 118,98 por saca de 50 Kg em setembro, avanço de expressivos 17,68% frente à média do mês anterior. Em setembro, vendedores estiveram firmes nas suas propostas e participaram com mais frequência do mercado spot. Outros, porém, optaram por ficar fora das negociações e estocar o produto. De alguma forma, as ocorrências de chuvas em boa parte das regiões produtoras restringiram a oferta. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o outubro poderá ser novamente marcado por chuvas irregulares em grande parte do Brasil. Na Região Sudeste, devem-se registrar volumes de chuvas acima da média. Do lado da demanda, as últimas mudanças tributárias deram outra dinâmica aos negócios na segunda quinzena do mês passado.

Algumas distribuidoras focaram na retirada de produto já adquirido anteriormente e adotaram a postura de observar e aguardar novos movimentos dos preços no curtíssimo prazo. Desde o dia 10 de setembro, foi zerada as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins na comercialização do etanol hidratado combustível, o que deve ser mantido até 9 de outubro. Nesse cenário, o volume negociado de etanol hidratado pelas usinas de São Paulo em setembro caiu 14,9% frente ao de agosto. No comparativo anual (setembro/26 x setembro/25), contudo, houve forte avanço de 45,8%. O Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado está cotado a R$ 2,5639 por litro, líquido de ICMS e PIS/Cofins, recuo de 0,7% nos últimos sete dias. Para o etanol anidro, contudo, o Indicador CEPEA/ESALQ está cotado a R$ 3,0579 por litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), pequeno avanço de 0,21% no mesmo comparativo. O rimo de negócios está mais aquecido.

Distribuidoras mostram maior interesse em adquirir novos volumes, especialmente pela proximidade do feriado nacional do dia 12 (Dia de Nossa Senhora Aparecida). As ocorrências de chuvas limitaram a colheita de cana-de-açúcar, fazendo com que as unidades produtoras de São Paulo e de outros estados como Mato Grosso do Sul e Minas Gerais tivessem que interromper as atividades industriais. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), gasolina em São Paulo está cotada a R$ 6,36 por litro, e o etanol hidratado, a R$ 3,84 por litro. Com isso, a relação etanol/gasolina é de 60,4%. Em São Paulo, nos últimos sete dias, na comparação entre os preços dos produtos do setor sucroenergético, o açúcar cristal está 23,12% acima do etanol hidratado e 40,71% superior ao etanol anidro. Entre os dois biocombustíveis, o preço do anidro é 14,24% maior que o do hidratado. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.