05/Oct/2026
A Petrobras identificou um novo intervalo portador de petróleo no poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas na costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas. A ocorrência foi registrada em lâmina d’água de 2.886 metros e representa uma nova descoberta na área exploratória. A continuidade da perfuração, após a descoberta comunicada pela Petrobras em agosto, teve como objetivo avaliar intervalos exploratórios mais profundos. A nova ocorrência foi identificada por meio de perfis elétricos, indícios observados nas rochas e amostras de fluidos coletadas durante as operações. Os dados foram encaminhados para análises adicionais com o objetivo de caracterizar as formações e os fluidos encontrados. A nova descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório do bloco e deverá fornecer informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos da Bacia da Foz do Amazonas.
As análises ainda estão em andamento, e os dados coletados serão caracterizados em laboratório e integrados às demais informações obtidas durante a perfuração do poço. Em relação à descoberta comunicada em agosto, a Petrobras informou que as análises realizadas até o momento confirmam a boa qualidade do petróleo encontrado. A companhia continuará as atividades de perfuração do poço e fará a avaliação das formações identificadas para aprofundar o conhecimento sobre as características geológicas e o potencial da área. A atuação no bloco FZA-M-59 está inserida na estratégia de longo prazo da Petrobras para recomposição de reservas por meio da exploração de novas fronteiras. A continuidade das avaliações no poço Morpho poderá contribuir para ampliar o conhecimento sobre a ocorrência de petróleo na região e subsidiar futuras decisões relacionadas ao potencial exploratório da bacia.
“Excepcional" foi a definição usada nos corredores da Petrobras para a nova descoberta anunciada na sexta-feira (02/10), no fundo do poço de Morpho, o que era o objetivo inicial da companhia, mas que no meio do caminho, em agosto, já havia confirmado a presença de petróleo. Segundo fontes da estatal, é raro ter sucesso no primeiro poço de uma nova província, e ainda por cima com duas formações de petróleo, e de ótima qualidade. Segundo a própria presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a qualidade do óleo encontrado no poço da bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, é melhor e deve custar mais do que o do pré-sal.
Na bacia de Campos foram perfurados mais de 15 poços antes de achar petróleo. Em Morpho foram descobertas duas participações de petróleo de ótima qualidade dentro do mesmo poço. Raramente isso acontece. Após chegar ao objetivo final de Morpho, a sonda NS-42 deverá fazer uma parada para manutenção e depois ir para a perfuração do poço Mãe de Ouro, nas águas profundas da bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. Uma nova campanha na bacia Foz do Amazonas, com a perfuração dos três poços contingentes já licenciados para delimitar o volume do bloco FZA-M-59, será feita em 2027. Magda Chambriard afirmou que a nova descoberta de petróleo no poço Morpho está tornando o Amapá "mais valioso a cada dia", em referência ao avanço das atividades exploratórias na região.
De acordo com a executiva, a perfuração do poço já foi concluída e a operação entra agora na etapa de manobras e procedimentos para saída, que incluem testes e atividades pós-perfuração, como perfilagem, retirada da coluna, entre outros. "Vamos perfurar mais três poços para delimitar a descoberta, isso deve ser no primeiro trimestre de 2027. Em se confirmando as nossas expectativas, como elas vêm sendo confirmadas, não podemos garantir, mas tudo indica que realmente estamos abrindo uma nova fronteira exploratória", disse. “O óleo da Margem Equatorial pode não ser melhor só do que o óleo de Urucu, no Amazonas", complementou.
A desmobilização está prevista apenas para o final de outubro, com estimativa de que os trabalhos se estendam até o fim do mês. A presidente lembrou ainda que informações técnicas detalhadas sobre o poço - como profundidade dos indícios, características da rocha e espessuras encontradas - estão protegidas por confidencialidade. Conforme explicou, o operador tem direito de manter esses dados sob sigilo por até dois anos, o que representa uma vantagem competitiva para quem perfura primeiro uma oportunidade exploratória. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.