30/Sep/2026
Segundo levantamento da ValeCard, os preços médios do diesel S-10 e do etanol voltaram a subir em setembro, interrompendo uma sequência de quatro meses de queda, enquanto a gasolina recuou pelo quinto mês consecutivo. Os dados consideram transações realizadas entre 1º e 26 de setembro em mais de 25 mil postos credenciados em todo o País. O diesel S-10 registrou a maior variação entre os combustíveis pesquisados, com alta de 2,43% no preço médio nacional, de R$ 7,159 para R$ 7,333 por litro, aumento de R$ 0,174 por litro. A elevação foi registrada em 26 das 27 Unidades da Federação, com queda apenas no Espírito Santo, de 0,79%. Os maiores aumentos ocorreram no Rio Grande do Sul, de 5,56%, e em Santa Catarina, de 4,51%.
O Amapá passou a apresentar o maior preço médio nacional, de R$ 8,334 por litro, enquanto o Rio Grande do Sul registrou o menor, de R$ 6,722 por litro. A pressão sobre o diesel está relacionada à combinação de preços internacionais mais elevados, dependência brasileira de importações e menor disponibilidade do produto no mercado externo. Entre os fatores externos estão as restrições ao fluxo de petróleo e derivados pelo Estreito de Ormuz, problemas em refinarias russas e mudanças nas condições globais de oferta. No Brasil, medidas adotadas para reduzir a transmissão dessas pressões aos preços domésticos contribuíram para limitar a intensidade dos aumentos. Entre elas estão a redução das contribuições de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, o zeramento das contribuições incidentes sobre o etanol hidratado e a manutenção da subvenção ao diesel.
O preço médio nacional do etanol hidratado aumentou 1,47%, de R$ 4,275 por litro para R$ 4,338 por litro, alta de R$ 0,063 por litro. Apesar da elevação, 16 Estados registraram queda nos preços, enquanto dez tiveram aumento e o Piauí apresentou estabilidade. O maior avanço ocorreu no Mato Grosso, de 5,42%, e a maior queda no Maranhão, de 6,01%. Mesmo com a alta registrada em setembro, o preço médio nacional do etanol permanece R$ 0,540 por litro, ou 11,07%, abaixo do nível observado em abril. A relação média entre os preços do etanol e da gasolina ficou em aproximadamente 64% em setembro, ante 63% em agosto. Ao todo, 17 Unidades da Federação permaneceram dentro da faixa de até 70%, considerada referência de competitividade do etanol em relação à gasolina.
A gasolina, por sua vez, apresentou queda de R$ 0,006 por litro na média nacional, de R$ 6,774 por litro para R$ 6,768 por litro. O recuo corresponde ao quinto mês consecutivo de baixa. Apesar da redução nacional, 13 Estados registraram aumento, com o Distrito Federal apresentando a maior alta, de 1,60%. A Bahia teve a maior queda, de 1,82%. O comportamento dos combustíveis em setembro mostra retomada das pressões sobre o diesel S-10 e o etanol após quatro meses consecutivos de queda, enquanto a gasolina manteve trajetória de redução. No diesel, a combinação entre condições externas de oferta, dependência de importações e medidas domésticas de mitigação permanece como fator relevante para a formação dos preços no mercado brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.