25/Sep/2026
A Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (Novabio) estima perda de US$ 30 milhões nas exportações de açúcar do Nordeste com a redução, em 55,9 mil toneladas, da cota de importação de açúcar bruto do Brasil pelos Estados Unidos no ano fiscal 2027, de outubro de 2026 a setembro de 2027. A decisão do Escritório do Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR) reduz a cota brasileira para 100 mil toneladas. As 55,9 mil toneladas retiradas da cota brasileira serão redistribuídas entre outros 28 países. A cota é destinada exclusivamente às usinas das regiões Norte e Nordeste, conforme a Lei nº 9.362/1996, que reserva a essas regiões a exportação de derivados de cana-de-açúcar para mercados preferenciais.
A redução atinge o segmento sucroenergético do Nordeste e aproximadamente 20 mil fornecedores de cana-de-açúcar. Parte da receita poderá ser compensada com a busca por outros mercados, mas esses destinos não apresentam necessariamente o mesmo nível de remuneração obtido nas vendas para os Estados Unidos. O mercado europeu aparece como uma alternativa para o açúcar nordestino, com uma cota de 180 mil toneladas de importação de açúcar aberta no âmbito do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. A janela para os embarques dessa cota começa em breve, podendo oferecer uma alternativa para a colocação do volume que deixou de ser direcionado aos Estados Unidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.