24/Sep/2026
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) definiu a redistribuição do volume remanescente da cota tarifária para importação de açúcar bruto de cana-de-açúcar estabelecida para o ano fiscal 2027. O volume de 55,99 mil toneladas corresponde à redução da cota destinada ao Brasil, de 155,99 mil toneladas no ano fiscal 2026 para 100 mil toneladas no ano fiscal 2027. O volume remanescente será redistribuído entre 28 países. A República Dominicana receberá o maior volume adicional, de 11,931 mil toneladas, seguida pelas Filipinas, com 9,151 mil toneladas, e pela Austrália, com 5,626 mil toneladas adicionais. A cota tarifária total de açúcar para o ano fiscal 2027, que começa em 1º de outubro de 2026 e termina em 30 de setembro de 2027, foi estabelecida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 1,117 milhão de toneladas em valor bruto (MTRV).
Esse volume corresponde à quantidade mínima de açúcar que os Estados Unidos se comprometem a importar no âmbito do acordo da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em 24 de julho, o USTR havia definido a distribuição entre os países de 1,061 milhão de toneladas da cota total, permanecendo pendente a alocação das 55,99 mil toneladas correspondentes à redução da participação brasileira. Com a nova redistribuição, o volume integral da cota tarifária para o ano fiscal 2027 passa a estar destinado entre os países participantes. A cota tarifária permite que determinados volumes de açúcar sejam importados pelos Estados Unidos com uma tarifa de importação relativamente baixa. As compras que ultrapassarem os limites estabelecidos ficam sujeitas a uma tarifa mais elevada, aumentando o custo de acesso ao mercado norte-americano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.