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23/Sep/2026

Petróleo: tensão no Oriente Médio é fator persistente

Segundo o Ministério da Fazenda, o conflito entre os Estados Unidos e o Irã deixou de ser caracterizado como um choque pontual e passou a representar uma condição persistente para o mercado internacional de petróleo. O cenário elevou a volatilidade das cotações do petróleo Brent, que superaram US$ 100 por barril na primeira semana de setembro. A pressão ocorre em um momento de redução acelerada dos estoques mundiais, o que diminui a capacidade do mercado de absorver novos choques de oferta e amplia a sensibilidade dos preços a interrupções na produção e no fluxo internacional de petróleo.

A situação ganha maior relevância diante das incertezas relacionadas ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. A persistência das tensões na região mantém elevado o risco de restrições na oferta e aumenta a volatilidade das cotações internacionais, com potenciais efeitos sobre os custos de combustíveis, fretes e demais cadeias dependentes de energia. Outro fator de pressão pode surgir da China. Caso o país retome as compras de petróleo com o objetivo de recompor seus estoques antes da normalização das condições no Estreito de Ormuz, a combinação de aumento da demanda, estoques globais reduzidos e oferta restrita poderá reforçar a trajetória de alta dos preços internacionais.

O cenário, portanto, combina menor capacidade de absorção de choques por parte dos estoques globais com a possibilidade de aumento da demanda chinesa e manutenção das restrições de oferta associadas às tensões geopolíticas. A persistência desses fatores amplia a incerteza para os mercados de petróleo e combustíveis e pode prolongar a pressão sobre os preços internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.