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23/Sep/2026

Margem Equatorial é nova fronteira de produção

A ExxonMobil avalia que a próxima etapa da exploração da Margem Equatorial será desenvolvida no Brasil e destaca o potencial da região como nova fronteira de produção de petróleo em águas ultraprofundas. A companhia possui 10 blocos em parceria com a Petrobras na Margem Equatorial brasileira e atua desde 2015 na exploração da mesma formação geológica no lado da Guiana. Na Guiana, a ExxonMobil realizou a primeira perfuração em maio de 2015 e atualmente produz 800 mil barris de petróleo por dia na região. A companhia prevê alcançar 1 milhão de barris por dia até o final de 2026. O desempenho da produção guianense reforça a relevância da Margem Equatorial como uma nova fronteira petrolífera na América do Sul. A perspectiva de expansão da produção está associada ao crescimento estrutural da demanda mundial por energia. As projeções apresentadas pela empresa consideram uma população global de 10 bilhões de pessoas nos próximos 50 anos e aumento de 15% na demanda por energia.

Nesse cenário, a necessidade adicional deverá ser atendida por diferentes fontes, incluindo petróleo e gás natural, com participação crescente de recursos provenientes de águas ultraprofundas, como os existentes no Brasil. Para viabilizar investimentos de grande porte na indústria de petróleo, a ExxonMobil considera necessários quatro elementos principais: disponibilidade de hidrocarbonetos, responsabilidade fiscal, relacionamento adequado com parceiros e um ambiente fiscal e regulatório estável e capaz de permanecer competitivo no longo prazo. A previsibilidade das regras é considerada especialmente relevante em projetos de exploração e produção que demandam elevado volume de capital e apresentam ciclos de desenvolvimento prolongados. Na Margem Equatorial, que abrange áreas do Brasil, da Guiana e do Suriname, a velocidade de desenvolvimento das novas fronteiras é apontada como fator relevante para aproveitar o potencial identificado na região.

A experiência acumulada pela ExxonMobil na Guiana é considerada uma referência para a expansão das atividades exploratórias nos demais segmentos da Margem Equatorial. No Brasil, a ExxonMobil mantém participação em 10 blocos em parceria com a Petrobras, o que posiciona a companhia entre as empresas envolvidas na avaliação do potencial exploratório da nova fronteira brasileira. O avanço das atividades dependerá da continuidade das etapas de exploração, dos resultados obtidos nos blocos e do ambiente regulatório e fiscal para novos investimentos. A evolução da Margem Equatorial ocorre em um contexto de busca por novas reservas capazes de sustentar a oferta mundial de petróleo e gás natural no longo prazo. A combinação entre potencial geológico, investimentos em águas ultraprofundas e crescimento da demanda energética mantém a região no radar estratégico das grandes empresas do setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.