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23/Sep/2026

Carro Elétrico: China pede diálogo comercial com UE

O ministro do Comércio da China, Wang Wentao, defendeu a manutenção da abertura recíproca dos mercados automotivos entre a China e a União Europeia e a ampliação do diálogo para solucionar as divergências comerciais entre os dois lados. A posição foi apresentada nesta terça-feira (22/09) em reuniões separadas com representantes da indústria automobilística europeia e alemã. Em videoconferência com o presidente da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), Wentao defendeu a preservação da cooperação e a manutenção dos mercados abertos entre China e União Europeia. A China sinalizou disposição para buscar uma solução para as divergências que seja compatível com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), as legislações domésticas e os interesses das empresas dos dois lados.

Em reunião com a Associação Alemã da Indústria Automotiva (VDA), o ministro avaliou que a China não é a origem dos problemas econômicos e comerciais enfrentados pela União Europeia, mas deve atuar como parceira na busca por soluções. Nesse contexto, a China manifestou preocupação com a possibilidade de o bloco europeu adotar medidas protecionistas que restrinjam ou fechem seus mercados. Wentao também defendeu os investimentos de montadoras chinesas na Europa e pediu que Alemanha e União Europeia assegurem um ambiente de negócios justo, aberto e não discriminatório. Ao mesmo tempo, o ministro convidou fabricantes europeus a ampliarem seus investimentos no mercado chinês, reforçando a intenção de manter fluxos de capital e produção entre os dois mercados.

A ACEA reiterou apoio ao livre comércio e à abertura dos mercados, enquanto a VDA defendeu a manutenção do mercado automotivo europeu aberto e a ampliação do diálogo para evitar uma escalada das tensões comerciais. A posição chinesa ocorre em meio às divergências comerciais entre China e a Comissão Europeia no setor automotivo, com o acesso aos mercados, os investimentos e as condições de concorrência entre fabricantes chineses e europeus no centro das negociações. A defesa de abertura recíproca indica a tentativa de preservar o intercâmbio comercial e os investimentos bilaterais, enquanto as partes buscam mecanismos para administrar as disputas existentes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.